Newton Goto

Outras propostas

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Monsanto go home
Descolonization 2, Praça das Nascentes, Pompéia, São Paulo-SP.
12/06/2016, a partir das 11h.

Descolonization 2 é a comemoração de um ano da jardinagem Cerrado infinito, conduzida por Daniel Caballero, ação que resgata/constrói um microbioma de cerrado nativo na Praça das Nascentes, São Paulo. O encontro articula vivência coletiva e diversas ações artísticas. Participo da programação com a intervenção ambiental Monsanto go home, frase cavada na terra que serve de berço para o plantio de sementes e de mudas do cerrado, na expectativa de que a germinação e crescimento das plantas desaparecerão com o nome da nefasta multinacional e reforçarão o reflorestamento em curso, numa reconquista simbólica do espaço da vegetação nativa.

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Lostquara
Festa das Toupeiras, Parque Gomm, Batel, Curitiba-PR.
11/06/2015,15h.

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Nos dias 10 e 11/06/2015 o Município de Curitiba e o Estado do Paraná promoveram uma agressão ambiental ao Parque Gomm, no bairro Batel em Curitiba. A tubulação subterrânea de esgoto que perfurou áreas do parque deixou seu buraco à mostra, entre outros transtornos. Protestos articularam-se pelas redes sociais e convocaram a população para ações presenciais no parque na tarde do dia 11, num evento denominado Festa das Toupeiras. Na performance Lostquara (toca dos perdidos) um cidadão curitibano pinta a bandeira da cidade em sua camisa, ao som do Hino de Curitiba cantado por uma criança, veste um saco de lixo e enfia a cabeça no buraco.

Fotos:
1) a 3): recortes sobre fotos de Lauro Borges.
4) e 5): Lauro Borges.

– Link para o videoregistro da ação Lostquara:

Ficha técnica da ação e do vídeo:
Performance e direção geral: Goto.
Edição: Faetusa Tezelli.
Intérprete das estrofes II e III do Hino de Curitiba: Luã Sol.
Intérprete da estrofe I do Hino de Curitiba: Goto.
Cameragirl: Moira Albuquerque.
Agradecimentos: Faetusa Tezelli, Luã Sol, Moira Albuquerque, Lauro Borges, Luca Rischbieter, ativistas do Salvemos o Parque Gomm.

– Link para o evento Festa das Topeiras no Facebook, site coordenado pelos ativistas do movimento Salvemos o Parque Gomm: aqui
– Matéria no jornal Gazeta do Povo relatando a polêmica nas redes sociais contra as intervenções do poder público no parque: aqui

 

 

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Performance Jogando uma bola murcha e lendo slogans anti-Copa
Proposta para o Encontro em São Paulo do projeto Copas: 12 cidades em tensão, com financiamento do Edital Rede Nacional Funarte Artes Visuais 10º Edição.
Goethe-Institut São Paulo, Centro Cultural Brasil-Alemanha. Rua Lisboa, 974, Pinheiros.
15/06/2014, 15h às 22h.
Proposta da performance: Goto. Participação especial: Chabô. Fotos: Daniel Lima.
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Texto que escrevi sobre a Copa em Curitiba para o projeto Copas: Um estádio engasgado na goela. pior, doze.

 

 

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Circuito Grude – Curitiba
Mutirão de colagem de cartazes trocados entre artistas de 11 cidades brasileiras.
Galeria do TUC (Teatro Universitário de Curitiba), Travessa Júlio Moreira, Centro, Curitiba-PR.
10/11/2013.

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Fotos: Faetusa Tezelli (1 a 12), Elenize Dezgeniski (13, 14, 16, 17), Fábio Mendes Lacerda (15).
Na foto 14: Fabio, Ariely, Leandro, Faetusa, Goto e Otto (de aniversário de nove meses!). Foto 15: sai Fabio e entra Elenize em cena.

Participantes do mutirão: Ariely Oselame, Beatriz Feijó, Elenize Dezgeniski, Fabio Mendes Lacerda, Faetusa Tezelli, Gabriela Faria Santos, Gilberto Oliveira, Goto, Gustavo Paim, Leandro Braga, Luã Sol, Otto.  Destaque de participação na colagem para os oficineiros do mini-curso Linguagens da arte urbana realizado no Centro Cultural Heitor Stockler de França/SESI-PR.

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Primeiro flyer de divulgação do Circuito Grude em Curitiba: chamada para mobilização local. Agenda e rede de articuladores em construção…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Circuito Grude é um circuito livre de trocas de lambes , via correio, entre coletivos e artistas independentes de diferentes lugares, para realização de colagens nos espaços urbanos de diferentes cidades. Procura aumentar as trocas simbólicas, as possibilidades de conexão , colocar em parcerias artistas e movimentos que estão intervindo em diferentes contextos urbanos. Funciona de forma independente, não custeado por nenhum órgão governamental ou empresa privada, cada artista arca com seus custos, que não são muito onerosos (fazer os lambes e mandá-los, como carta comum, pelos Correios). Por isso temos mais liberdade de expressão.

A dinâmica de troca e seus agentes
Articuladores: Cada cidade participante conta com um grupo articulador  e vários parceiros; os articuladores organizam as ações na cidade, agenciam os fluxos de trocas, recebem as correspondências , verificam se os parceiros da sua cidade estão enviando os lambes nas datas determinadas para outros articuladores, produzem os encontros “Escambos de Figurinhas, ” via web, entre cidades, etc.

Parceiros: Os parceiros são aqueles grupos ou indivíduos locais convidados pelos articuladores para participarem das trocas. Todos os participantes devem enviar lambes para cada grupo articulador , em cada uma das cidades envolvidas. E em todas as cidades participantes, haverá mutirão de colagem com parceiros e articuladores.

Cidades: Nessa edição estão se conectando as cidades de Macapá, Porto Velho, Teresina, Natal, Recife, Vitória, Niterói, São Paulo, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre.

Lista dos articuladores locais/destinatários das trocas pelo correio:
1. Circuito Grude Curitiba-PR. Articulador local Expansão Pública do Artista EPA!, A/C Goto. Rua Cel. João G.G, 1.150, Bom Retiro. CEP 80.520-280. Curitiba-PR.
2. Circuito Grude Porto Velho-RO. Articulador local Coletivo Madeirista, A/C Joeser Alvarez. Rua Prudente de Morais, 2576, Centro. CEP 76.801-903. Porto Velho-RO.
3. Circuito Grude Recife-PE. Articulador local Galeria Mau Mau, A/C Sabrina e Mauricio. Rua Nicarágua, 173 – Espinheiro. CEP 52.020-190. Recife-PE.
4. Circuito Grude Teresina-PI. Articulador local Abacateiro, A/C Expiga. Rua Nilo Brito, 1386 Cond.Parque das Violetas. Bloco 03, AP 201, Morado do Sol. CEP 64056-385. Teresina-PI.
5. Circuito Grude Niterói-RJ. Articulador local Grupo Cidade Percepção e Imaginário, A/C Marina Vianna. Rua Itapuca, n° 103 , Ingá. CEP 24.210-406. Niterói – RJ.
6. Circuito Grude Macapá-AP. Articulador local Coletivo Tensoativo, A/C Pablo e Cristiana. Avenida Stephan Houat, 591, apartamento L , Jardim Marco Zero. CEP: 68.903-193. Macapá- AP.
7. Circuito Grude Porto Alegre-RS e Florianópolis-SC. Articulador local Janice Martins Appel. Rua Gomes Jardim, 1074/201. CEP 90.62013. Porto Alegre-RS.
8. Circuito Grude Natal-RN. Articulador local Casa Artística, A/C Civone e João Pedro. Rua Jaguarari, 1749. R. Serra Jatobá, 11, Nova Parnamirim. CEP 59.032-620. Natal-RN.
9. Circuito Grude Vitória-ES. Articuladores locais Marcos Martins / Yifitah Peled. R. Moacyr Avidos , n° 112, ap 303, Praia do Canto, Edifício Antonio Guerra
CEP 29.055-350. Vitória- ES.
10. Circuito Grude São Paulo-SP. Articuladores locais Ocupeacidade + Nexo, A/C Flavia. Rua Backer, 473, Cambuci. CEP 01.541-000. São Paulo – SP.
11. Circuito Grude Belo Horizonte-MG. Articulador local grupo Poro, A/C Brígida Campbell. Rua Bom Despacho 529, Santa Tereza. CEP 31010-390. Belo Horizonte-MG.

Listagem de participantes/parceiros e de cartazes enviados de Curitiba p/ Circuito Grude:
1) Goto:
– Para todos: Canibal; Foto aérea do centro de Curitiba;
Guaranike (p/ SP, Teresina e Porto Alegre); MetaSplash (p/ Recife).
2) Faetusa Tezelli e Elenize Dezgeniski: Movimentando margens.
3) Goura Nataraj: A dignidade da subida, As delícias da decida.
4) Claudia Washington e Lúcio Araújo:
– Para todos: Esgotado.
– Para Florianópolis: Vulnerável.
5) Gilberto Oliveira: cartaz sem título, figurativo/abstrato.
6) Rafael Cavassin: Playgroundunderground.
7) Valdecimples: Autoretrato/Reflexões urbanas (díptico); Proibido fotografar.
8) Gustavo Paim: Ponto de fulgor.
9) Gustavo Paim e Nils Skare: Se pensam que vou desistir.
10) Fernando Rosenbaum e Tissa Valverde: Envie SMS.

 

 

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Para Poro

para poro, ******* guardaporo; des-paráguas, paráporos. des/sombrinha sombra. errantegoteira teta / catagotas / pingapingaperâmbulo. transssol-chuva: arco-íris para virgular, imaginação ...com osolhosmose... molhado.

para poro, ******* guardaporo; des-paráguas, paráporos. des/sombrinha sombra. errantegoteira teta / catagotas / pingapingaperâmbulo. transssol-chuva: arco-íris para virgular, imaginação …com osolhosmose… molhado.

 

Convidado por Marcelo Terça-Nada! e Brígida Campbell a escrever um texto na publicação Intervalo, Respiro, Pequenos deslocamentos: Ações poéticas do Poro,  em comemoração aos 7 anos do grupo, realizei o objeto (desobjeto…), a foto e legenda aqui postados (17/05/2009).

Sobre o Grupo Poro: http://poro.redezero.org/ e http://virgulaimagem.redezero.org

 

 

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Remix corpobras

Remix Corpobras na Vitrine Efêmera, Rio de Janeiro, 2004.

Remix Corpobras na Vitrine Efêmera, Rio de Janeiro, 2004.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Remix Corpobras foi o trabalho teórico-prático que desenvolvi no Mestrado em Linguagens Visuais na UFRJ entre 2002 e 2004.

Tanto a parte prática quanto a pesquisa teórica (essa com orientação de Glória Ferreira) tiveram a autogestão de circuitos artísticos e a participação criativa pensadas como dimensões políticas do trabalho artístico.
A pesquisa revisitou também o período da ditadura civil-militar brasileira, desejando contribuir com a contextualização das relações entre arte e política.

A etapa artística da proposta foi composta de uma exposição no espaço de arte Vitrine Efêmera (Santa Teresa, Rio de Janeiro-RJ), de uma proposta de troca e participação criativa, e pela edição de uma revista em reprografia. A exposição na Vitrine Efêmera exibiu roupas íntimas serigrafadas com alguns dos slogans da ditadura brasileira, desejando causar estranhamento no público a partir da aproximação inusitada entre significantes associados à “repressão da ditadura do Estado X intimidade e liberdade do corpo individual e coletivo”, e “repressão imposta X autorepressão introjetada”. A proposta participativa estabeleceu-se a partir da proposta de uma troca com o público interessado: uma peça de roupa íntima por algum registro de seu uso, gerando um conjunto de registros posteriormente agregados na revista Remix corpobras. Os slogans da ditadura serigrafados nas roupas íntimas foram: Ame-o ou deixe-o / Povo desenvolvido é povo limpo / O Brasil merece o nosso amor / Ninguém segura este país / Pra frente, Brasil! / O Brasil é feito por nós / O Brasil é o celeiro do mundo / O Brasil é o país do futuro.

Os participantes das trocas foram Cristina Pape; Eduardo Barbosa; Fabiana dos Santos; Glória Ferreira, Marisa Calage e Eliane Longo; Goto; Marize Rocha; Hélio Leites; Octávio Camargo; Ricardo Marinelli, Michele Moura e Lauro Borges; RhR; Rosana Cantanhede; Sérgio Torres; Silvia Viana.

O corpo como obra, Corpobra de protesto e escândalo de Antônio Manuel em 1970, e corpos como obra de política de participação criativa em Remix corpobras, linguagem de recodificação de contextos.

A pesquisa teórica fundamentou a elaboração do texto Sentidos (e circuitos) políticos da arte, publicado em 2005, e tornou-se referência também para a curadoria do projeto Circuitos Compartilhados, cujos primeiros antecedentes conceituais e práticos remontam ao período 2000-2002.

 

 

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Pipeiros dos Prazeres
Videoregistro da ação.
Morro dos Prazeres, Rio de Janeiro-RJ, dezembro de 2003.
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Um grupo de amigos sobe o Morro dos Prazeres, no Rio de Janeiro, e solta pipas junto com moradores da comunidade local. Dos artefatos voadores são lançadas ao ar nuvens de papel alumínio cortado em tiras, instaurando uma zona simbólica de interferência no monitoramento da polícia, com suas câmeras de TV e radares embutidos em helicópteros (se pudessem, certamente usariam até satélites). Crítico ao discurso do Estado e à sua monopolítica de controle e repressão – a qual estigmatiza comunidades inteiras sob o mesmo rótulo de bandidos – o grupo, entretanto, está antenado ao contexto social, e motivado pela perspectiva de uma nova e melhor realidade cultural interclasses – mesmo que efêmera, ínfima e/ou inicial. Assim, dá-se a caminhada dos pipeiros “gringos” rumo ao encontro dos “locais”, reunidos amigavelmente sob o ensolarado domingo. A vivência conjunta de uma experiência torna-se prática: sensorialidade, surpresas, participação, troca; percepções sobre o movimento dos corpos e dos pacotes flutuantes, sobre a força da gravidade e das correntes de ar. O encantamento com a paisagem, com o vôo das pipas, com o desenho dos fios e a dispersão reluzente dos alumínios na imensidão azul do céu.

 

 

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Minimal comics
Poema visual
Rio de Janeiro-RJ, 2003.
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OFFaxinal inside
Ação crítica de protesto contra o evento Faxinal das Artes.

Ação realizada entre as estátuas que representam a aparição de N.Sª de Salette, Praça N.Sª de Salette, diante do Palácio Iguaçu, Centro Cívico, Curitiba-PR, 27/05/2002, ao meio-deia.

Ação crítica

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Contexto: após três anos com baixíssimo orçamento da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná – SEEC-PR e um pífio desempenho administrativo na área cultural, o último ano da gestão daquele governo estadual iniciou com a proposição de um megalomaníaco projeto de residência artística de âmbito nacional – Faxinal das Artes -, realizado numa pequena vila isolada no centro-sul do Paraná. O local havia sido uma vila residencial de funcionários que construíram a Usina Hidrelétrica de Foz do Areia (atual Usina Governador Bento Munhoz da Rocha Netto), da Companhia Paranaense de Energia Elétrica do Paraná (COPEL), localizada no Rio Iguaçu, no distrito de Faxinal do Céu,  município de Pinhão-PR.

O evento Faxinal das Artes foi organizado em ritmo acelerado (supõe-se menos de três meses) e foi planejado à revelia de uma discussão com a classe artística local, sem escuta pública para a enunciação de demandas e prioridades para a política cultural do estado. Faxinal das Artes propôs um encontro de residência somente entre artistas e agentes culturais do meio de artes visuais, com duração de duas semanas, um acontecimento restrito aos limites da vila, sem perspectivas de interação com o entorno social e geográfico.  E foram 100 artistas nacionais participantes, sendo que para algumas “estrelas” desse circuito foi oportunizada uma logística personalizada, conforme suas disponibilidades, e até mesmo um “jatinho” para facilitar o trânsito entre Curitiba e a distante vila.

Avaliando que uma manifestação de  discordância em relação ao evento dentro do próprio Faxinal das artes seria um ato anestesiado pelo controle de comunicação e trânsito condicionado ao encontro, na condição de “artista convidado e desistente da participação” decidi protestar diante do Palácio Iguaçu, sede do poder executivo do Paraná, em Curitiba. Complementarmente ao ato performático uma carta de protesto foi divulgada pela internet junto ao Canal Contemporâneo, que era à época uma das poucas redes de articulação eletrônica  associada ao meio de artes visuais e de alcance nacional, estando ainda em fase inicial de efetivação. Como anexo complementar distribuído por mim à imprensa e pela internet, o texto Das pedras de Davi aos tanques de Golias, de José Saramago, buscando ampliar a crítica às falhas do programa social daquela gestão do governo estadual, notório perseguidor de sem-terras, insuficiência de política pública aquela que evidenciava o megaevento de arte como algo ainda mais supérfluo diante das necessidades culturais e sociais do meio artístico e, principalmente, da população paranaense.

Na performance Davi de OFFaxinal inside, o artista está seminu entre as estátuas da aparição de N.S. de Salette, simulando a pose da escultura David, de Michelangelo, vestindo uma camiseta do Fórum Mundial contra os Crimes do Latifúndio e da Violação dos Direitos Humanos no Paraná, tendo no lugar da funda o texto crítico.

Reverberações do ato crítico na imprensa:
1) O “Davi” de Newton. Box: Protestos em Curitiba. Caderno G. Curitiba: Gazeta do Povo. 29/05/2002.
2) Nu e longe de Faxinal. Luís Henrique Pellanda. Em Nudez, mordaça e censura. Caderno G. Curitiba: Gazeta do Povo. p.03. 01/06/2002.

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Texto crítico difundido complementarmente à performance: aqui.

 

 

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Backligts selvagens
Intervenção urbana coletiva com backlights artesanais.
Ação resultante da oficina Intropop-Overdozen realizada no festival de arte de Porto Alegre
Porto Alegre-RS, 2001.
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Fronteiras
Intervenções coletivas em espaço público da cidade de Antonina – PR, conjunto de ações resultante da Oficina Caminhando e fazendo arte ambiental realizada no 10º Festival de Inverno da UFPR, 2000.

Pele / Fronteiras / Caminhando e fazendo arte ambiental.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fronteiras foi um conjunto de intervenções artísticas coletivas realizadas em Antonina-PR, durante o 10º Festival de Inverno da UFPR, em 2000. As propostas desdobraram-se da oficina Caminhando e fazendo arte ambiental, da qual fui orientador. Após o primeiro dia dedicado ao compartilhamento de referências históricas associadas à relação entre arte e ambiente – land art, site specific, instalações, performance, circuitos – e relativas também a algumas questões antropológicas, a exemplo do ritual de nominação kayapó, um trajeto pela cidade foi sugerido aos participantes, percurso feito por diferentes contextos urbanos, passando pelo centro histórico, pela orla da baía, por ruínas, por bairros mais pobres e populares, pelo lugar do início da colonização local, chegando até a fronteira com a floresta e o mangue, ambiente terminal da estrada, da luz elétrica, e também, de uma idéia de civilização. A partir da revisitação e vivência desses lugares, incorporando-os às experiências individuais, algumas propostas de intervenção artística surgiram. Durante uma semana de convívio, permeada de conversas, relações interpessoais e conhecimento do espaço, esses projetos foram discutidos e trabalhados pelos participantes. Formaram-se subgrupos, e entre as ações realizadas, cada qual com sua própria nominação, três delas proporcionaram um maior envolvimento dos participantes: Pele, Lodo e Véu. Dentre essas, Pele concentrou e catalisou o maior fluxo coletivo, convergindo para algo como uma síntese sobre todo o processo em curso.

O acontecimento Pele ocorreu de madrugada, à 01h00min, justamente naquele ambiente percebido como o mais fronteiriço entre a cidade e a floresta. Após uma espontaneamente silenciosa caminhada de quase 1 hora junto com o público (cerca de 20 pessoas), chegou-se ao escuro lugar da “ação dentro da ação”, ao pé e à sombra de uma imensa figueira – por trás da qual a lua cheia brilhava – e sobre um amontoado de pedras cubeificadas – resultado do último avanço da estrada, o fim de linha construído na destruição das rochas em seu caminho, empurrando-as como sobras para a margem. Seguiu-se uma projeção de slides com algumas daquelas imagens referencias sobre arte ambiental usadas no primeiro dia de encontro. Ambientes sobre ambiente, projeções de imagens misturadas à paisagem, derramadas sobre grandes rochas, sobre as pedras cubeificadas, e sobre a pele de pessoas nuas, os performers, que adentravam no local da ação específica deslocando-se sobre o monte de pedras facetadas. O humano e a paisagem em fusão, num ritual diluição de fronteiras entre arte e natureza, num tênue trânsito entre seus interstícios.

Os participantes mais propositivos de Fronteiras foram Débora Darós, Marli Wunder, Edmar Pereira Alves, Fernanda Colpani, Rubens Pileggi e Goto.

 

 

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Participação criativa em trabalhos de outros artistas:

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Participação na Proposta de vestimenta para jornada em reinos íntimos
Proposta de Faetusa Tezelli
Museu da Gravura Cidade de Curitiba – MGCC. Rua Carlos Cavalcanti, 533, Centro, Curitiba-PR. Edital Bolsa Produção Artes Visuais, Fundação Cultural de Curitiba.
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Participação na proposta O convite 
Proposta de Faetusa Tezelli
Exposição Táticas para trocas e atravessamentos, Centro Cultural Sistema Fiep. Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico, Curitiba-PR.
19/03 a 13/04/2014.
O Convite

 

 

 

 

 

 

 

 

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Movimentando margens: fase 2

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Participação no projeto de intervenção urbana Gambiarra
Proposta do coletivo Elenco de Ouro.
Local e agenda de intervenção p/ Goto: Terminal Guadalupe, Centro, Curitiba-PR
29/07/2010
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Participação como figurinha de Álbum
Proposta de Cleverson Salvaro. Álbum com fotos de 100 artistas do circuito curitibano de artes visuais.
Curitiba-PR, 2006.

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Participação involuntária na Estratégia para observação e registro de percurso
Participação como alvo de investigação artística oculta em proposta de Claudia Washington, tendo como base relacional minha proposta Desligare, na fase de agendamento de participantes.
Trajeto Casa E/Ou, Bom Retiro / Boca Maldita, Centro; Curitiba-PR
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Written by Newton Goto

junho 16, 2015 às 8:12 pm

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