Newton Goto

Artes visuais

Hortas urbanas

(English version: Activist movement of urban gardens)

Nesta página elenco algumas proposições individuais e participações coletivas na instauração de jardins e hortas urbanas agroecológicas e comunitárias no espaço público de Curitiba, Região Metropolitana de Curitiba e proximidades. Assim como participações em movimentos ativistas propositores de praças e parques públicos em Curitiba.

Transborda jardim

Transborda jardim é o jardim situado ao redor da casa residencial e cultural Espaço EPA!, onde moro com minha família, local cuja proposta de jardinagem estende-se para além dos limites do lote privado, manifestando-se também no espaço público diante dele. Um jardim biodiverso, experimental, caminhável, comestível, medicinal, aberto a interações com a vizinhança e a práticas artísticas. Ainda que desde 1994 eu faça a jardinagem do local, quando aqui passei a residir, foi entre dezembro de 2015 e janeiro de 2016 que o lugar passou a ser requalificado enquanto prática e sistema agroecológico, tendo sua biodiversidade intensificada desde então. O batismo público de nomeação do espaço ocorreu em 20/04/2020, decorrente de manifestação pública divulgada em redes sociais em que argumento a defesa da prática de jardinagem biodiversa que realizo e contesto notificações de irregularidade emitidas pela Secretaria de Urbanismo.

Fotos: 1) Logo do Transborda jardim. 2) Vista frontal do jardim no espaço público. 3) Visita da equipe da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento de Curitiba em 24/04/2020: Na foto: Newton Goto (Transborda Jardim e Horta do Jacu), Felipe Thiago de Jesus (Jardins de Mel), Edson Rivelino Pereira (Superintendente Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional), Luiz Dâmaso Gusi (Secretário Municipal de Agricultura e Abastecimento de Curitiba), Guilherme Scharf (Horta Urbana e Horta do Jacu).

Página do Transborda jardim no facebook: aqui

Defesa prévia do Tranborda jardim perante a Secretaria Municipal de Urbanismo: aqui

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Horta do Jacu

Horta comunitária, pública, biodiversa, agroflorestal. Composteira comunitária para reciclagem de resíduos alimentares vegetais crus. Espaço de lazer, de atividades educativas, de sociabilidade e de trocas alimentares, culturais e artísticas no bairro Bom Retiro. Espaço para cultivo de  PANC (plantas alimentícias não convencionais) e de sementes crioulas. Ambiente experimental de microurbanismos, de mobiliário urbano e de redes participativas. Experimento social autogestionado, não comercial e não governamental.

Participei como co-idealizador do lugar; co-articulador do mutirão inaugural em 16/12/2017; co-articulador do coletivo mantenedor; propositor e co-propositor de programações artísticas e culturais; elaborador e co-elaborador de elementos de identidade visual do lugar; e também como vizinhança.

A Horta do Jacu está implantada no lote público na rua Ângelo Zeni, quase esquina com Albino Silva, Bom Retiro, Curitiba. O nome da horta é uma homenagem a ave jacu (Penelope obscura) avistada no terreno dois dias antes de sua ocupação produtiva comunitária. É também uma ação afirmativa de valorização do trabalho e do trabalhador rural, muitas vezes chamado pejorativamente de “jacu” ou de “caipira” pelos moradores das cidades.

Fotos: 1) Bandeira da Horta do Jacu. 2) Participantes do mutirão inaugural em 16/12/2017. 3) Apresentação da banda de jazz Bananeira Brass Band na agenda do evento “Música no Parque”, em 03/02/2018, promovido pelo Festival de Música de Curitiba em articulação com a Bicicletaria Cultural. 4) Mostra Livre-troca e inauguração do Jacu Cine, durante evento JacuTroca, em 08/04/2018. 5) Cartaz do evento Bici-horta do jacu, programação articulada entre a Horta do Jacu e a Bicicletaria Cultural, em 24/02/2019. 6) Vista aérea da Horta do Jacu, com o recém-inaugurado “Morro das crianças uivantes”, 25/02/2019.

Página da Horta do Jacu no Facebook: aqui

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Parque Bom Retiro

Ação cidadanista que propõe a criação do Parque Bom Retiro, em Curitiba, com preservação da mata nativa e das três nascentes existentes no terreno onde por 67 anos funcionou  o Hospital Psiquiátrico Bom Retiro. O movimento ativista articula-se na internet pela comunidade no Facebook “A causa Mais Bonita da Cidade”. Enquanto ainda transcorriam debates sobre a possibilidade de tombamento histórico do imóvel, a construção foi demolida apressadamente em 2012 pelo novo proprietário do terreno, visando construção de mais um hipermercado no bairro, empreendimento também contestado pelo movimento: “Queremos parque por inteiro, sem mercado no meio”. Ações presenciais foram realizadas aos domingos diante do terreno do antigo hospital. Um abaixo-assinado com mais de 12 mil assinaturas foi entregue à Prefeitura em 2017.    

Participei de algumas das dezenas de manifestações ocorridas aos domingos em frente ao terreno do antigo hospital, entre as quais a primeira incursão do movimento coletivo ao local, em 27-08-2017, e da segunda manifestação pública, em 07-09-2017, quando estendi as faixas “PRÁTICAS SOCIAIS INTAURAM TERRITÓRIOS” e “CONSTRUÇÃO ESTRATÉGICA DO LUGAR LIBERTÁRIO”.

Fotos: 1) Um dos cartazes de divulgação da causa em defesa do Parque Bom Retiro, arte de Iara Teixeira. 2) e 3) Primeira incursão do movimento ao terreno do antigo Hospital Bom Retiro. 4 ) e 5) Manifestação de 07-09-2017, com as faixas sobre territorialidade libertária integradas ao movimento.

Página do movimento em prol do Parque Bom Retiro no Facebook: aqui

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Escadaria Comestível das Mercês

Horta comunitária implantanda a partir da reabertura de floreiras concretadas da escadaria do início da Rua Raquel Prado, junto a rua Manoel Ribas, no bairro Mercês, Curitiba.

Participei do mutirão inaugural de quebra do concreto para re-ativação e refuncionalização das floreiras para cultivo alimentar e de algumas outras atividades no local.

Fotos: 1) Logo. 2) Finalização do mutirão inaugural, em 07-08-2017, com as caliças resultantes da reabertura dos canteiros já ensacadas e prontas para a coleta de resíduos. 3) Vista geral do primeiro patamar da escadaria, em 31-03-2018, com floreiras-canteiros à esquerda, em franca atividade produtiva, e à direita os canteiros-esponja. 4) Canteiros-esponja em 24-12-2018.

Página da Escadaria Comestível das Mercês no Facebook: aqui

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Horta Comunitária de Calçada do Cristo Rei

Ativa desde 2016 na área de ajardinamento da calçada que ladeia um calmo trecho da rua Roberto Cichon, conectada à movimentada Linha Verde, no bairro Cristo Rei.

A agroecológica Horta Comunitária de Calçada do Cristo Rei foi protagonista de fundamental discussão sobre hortas urbanas em Curitiba em um embate tido com a Prefeitura naquele mesmo ano, quando a partir de uma multa aplicada pela Secretaria de Urbanismo devido ao uso da área com práticas fora dos padrões convencionais, os hortelões urbanos passaram a contra-argumentar e reivindicar e o uso da área gramada das calçadas públicas como perspectiva para implantação de hortas e jardins biodiversos, evidenciando os muitos benefícios coletivos, urbanísticos e ecológicos envolvidos. Um mutirão de solidariedade à Horta ocorreu em 10-06-2017. Um abaixo-assinado de apoio à Horta com quase 3.000 assinaturas foi entregue à Prefeitura de Curitiba 07-07-2017. O debate reverberou fortemente na mídia, inclusive com repercussões nacionais. A iniciativa obteve também uma prestigiosa homenagem internacional das Nações Unidas em 2017 com um certificado emitido pela UN Food Gardens em que reconhece os notáveis esforços dos membros da horta “para promover a agricultura urbana sustentável e contribuir para a segurança alimentar e o bem-estar de sua comunidade”. A discussão não somente disseminou na esfera pública como frutificou, sendo catalisadora de uma série de audiências públicas promovidas pela Câmara Municipal de Curitiba e que resultaram na elaboração da Lei da Agricultura Urbana de Curitiba, promulgada em 2018.

Participei do mutirão de apoio à Horta em junho de 2017, assim como de outros mutirões e atividades no local. Junto com ativistas da horta estivemos também na Prefeitura de Curitiba para entrega do abaixo-assinado em defesa da Horta em julho de 2017.

Fotos: 1) Logo da Horta Comunitária de Calçada do Cristo Rei. 2) Mutirão de apoio à horta, em 10-06-2017. 3) Entrega do abaixo-assinado em defesa da horta em 07-07-2017. 4) Certificado de Reconhecimento da UN Food Gardens concedido à horta.

Página no Facebook da Horta Comunitária de Calçada do Cristo Rei: aqui.

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Mutirão na Aldeia Tupã Nhe’é Kretã

A Aldeia Tupã Nhe’é Kretã localiza-se na Serra do Mar, em Morretes, quase na divisa com São José dos Pinhais, em área de sobreposição territorial com o Parque Nacional Guaricana. A atual ocupação consolidou-se na área em agosto de 2014 e nela habitam indígenas Mbyá Guarani, Kaingang e Xokleng. Periodicamente ocorrem mutirões extracomunitários na aldeia, com diversas atividades orientadas para melhoria da infraestrutura do ambiente locais. Em 2016 ocorreram quatro mutirões convocados pela Xondaro Arte Indígena, loja de artesanato indígena localizada em Curitiba que articula uma rede nacional de comércio de produtos indígenas.

Participei do segundo mutirão de 2016, realizado em 09-04-2016, junto a cerca de 70 pessoas – a maioria estudantes do Curso de Tecnologia em Agroecologia da UFPR Litoral. Atuei numa das duas hortas implantadas, sendo que a agenda do dia estabeleceu grupos de trabalho também para pintura da escola, limpeza do rio e reforma da Casa de Reza.

Foto: Goto e Ricardo Leinig no mutirão de 09-04-2016 na Aldeia Tupã Nhe’é Kretã (foto: Faetusa Tezelli).

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Horta Labirinto e Parque Gomm

O Parque Gomm é um espaço público localizado no entorno da histórica Casa Gomm, bairro Batel, em Curitiba. O imóvel construído em 1913 é vinculado à migração inglesa na cidade.


O bosque que existia na propriedade aguardava desde 1987 sua transformação em parque municipal, mas a Prefeitura de Curitiba foi derrotada na Justiça pelo novo proprietário do imóvel, o qual realocou a casa histórica dentro da propriedade, destruiu quase completamente o bosque, rebaixou o lençol freático e construiu no local o maior shopping de luxo da cidade, inaugurado em 2013.

A ínfima área verde remanescente passou também a ser alvo de novas demandas logísticas e urbanísticas do shopping. Com a ameaça de supressão ecológica em curso e considerando o acumulado sentimento de insatisfação dos moradores do entorno devido às descaracterizações ambientais e históricas do local, teve início uma intensa mobilização popular de resistência encampada pelo movimento “Salvemos o Bosque da Casa Gomm” em ação de confronto com os interesses econômicos do shopping e de cobrança da Municipalidade pelo melhor zelo do espaço público. A criação do Parque Gomm é assim resultado direto dessa ação cidadanista reivindicatória.

O movimento articulou-se pelas redes sociais na internet, com o compartilhamento de informações críticas, urbanísticas, históricas e jurídicas sobre o espaço, e com o agenciamento de diversificadas  ações coletivas presenciais no local em disputa entre o interesse público e o privado. A agenda de atividades semanais envolveu principalmente aulas de tai chi, oficinas de mosaico e atividades de agroecologia, essas orientadas para a implantação da Horta Labirinto do Parque Gomm. Para além das atividades semanais, diversos outros encontros únicos ou com periodicidade variável ocorreram no local entre 2013 e 2016, desde encontros para trocas de brinquedos infantis e livros; apresentações musicais, circences e teatrais; comemorações de aniversário, cursos e debates ao ar livre e até mesmo um programa de sabatinas com os candidatos à Prefeitura de Curitiba em 2016.

A Horta Labirinto do Parque Gomm merece um relato complementar tendo em vista ela ter se tornado uma ação referencial para diversos agentes culturais da cidade no âmbito da prática e da troca de conhecimentos sobre agrofloresta, compostagem, plantas alimentícias não convencionais, sementes crioulas, saúde e soberania alimentar. A horta, a composteira comunitária e o banco de sementes crioulas, construídas e inauguradas em 2015, estiveram ativas até 2019 quando foram destruídas pela Prefeitura durante o processo de “requalificação urbanística” para a implantação do Parque Municipal. O novo design urbano do espaço estabeleceu uma temática de valoração da imigração inglesa na cidade e acabou desconsiderando algumas das contribuições comunitárias que haviam sido implantadas no espaço nos anos recentes, entre as quais e principalmente, a horta. Ainda assim, com algumas perdas importantes, a implantação do Parque Gomm é considerada uma conquista comunitária, sendo o próprio parque considerado o primeiro parque comunitário de Curitiva.

Entre esse amplo leque de atividades propostas por diferentes pessoas e coletivos, participei da maioria dos mutirões realizados aos sábados para a implantação da Horta Labirinto do Parque Gomm, em 2015. Também propus e coordenei o evento Sábado Multicultural no Gomm, em 18/07/2015, tendo elaborado ainda seu material gráfico. A programação do encontro incorporou práticas semanais que já ocorriam no local durante aquele período – como a oficina de mosaico do MUMO – Mutirão de Mosaico, aula de tai-chi e o mutirão da horta – assim como propos ações singulares, entre as quais o lançamento em Curitiba do livro Copas: 12 cidades em tensão, publicação da qual participei como artista de Curitiba; doação de livros de arte; e organização do debate Conversa sobre as águas, ação da qual fui também mediador tendo como convidada Bernadete Brandão para conversar sobre as ações no Paraná contra a prática de exploração comercial de água subterrânea com uso da técnica de “fracking”. O encontro Conversa sobre as águas foi uma das primeiras ações vinculadas ao projeto artístico Rios marginais que realizei entre 2015 e 2019, tendo os rios de Curitiba como inspiração da poética visual. Em 11/06/2015 realizei também a performance crítica Lostquara – “buraco perdido” ou “buraco dos perdidos” – uma ação urgente de protesto contra uma intervenção sanitarista estatal ilegal na área comunitária do Parque Gomm.

Fotos: 1) Inauguração da Horta Labirinto do Parque Gomm, 28-11-2015. 2) Flyer de divulgação do Sábado Multicultural no Gomm, 18-07-2015. 3) Conversa sobre as águas, Sábado Multicultural no Gomm, 18-07-2015.

Páginas no Facebook vinculadas ao movimento ativista do Parque Gomm: aqui e aqui

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Horta Comunitária do Jardim Meliani

A horta instalada no Centro de Referência em Assistência Social Jardim Meliani – CRAS Jardim Meliani, na Vila Jardim Meliani, em Campo Largo-PR, constituiu-se como a principal dimensão ativista do projeto Jardinagem Territorialidade que coordenei junto com Faetusa Tezelli no Centro de Artes e Esportes Unificados de Campo Largo – CEU Campo Largo. O projeto foi subsidiado pela edital nacional 2ª Chamada Pública de Ocupação dos LabCEUS – Laboratórios de Cidades Sensitivas, coordenado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) por meio do InCiti – Pesquisa e Inovação para as Cidades. O edital foi destinado a apoiar algumas propostas de ativação de laboratórios de informática integrantes da rede de CEUs espalhadas pelo Brasil.

O projeto mapeou ações de jardinagem e horticultura na Vila Meliani e articulou saberes tradicionais e memórias dos moradores locais. Realizou também, no espaço da horta do CRAS Meliani uma requalificação completa feita com técnicas agroecológicas, local cujo estado anterior era improdutivo e com o solo exaurido. Em verdade, o CRAS foi construído sobre área terraplanada, assim o espaço da horta era anteriormente composto por subsolo argiloso e pouco fértil. O trabalho de requalificação agroecológica do terreno envolveu  também a produção de solo, com diferentes camadas de matéria orgânica. A horta passou a ser produtiva e biodiversa e tornou-se um local conector para os praticantes de horticultura tradicional, a maioria dos quais agricultores migrantes de outras regiões do Estado do Paraná e que encontravam-se dispersos pela Vila, sem terem antes um local comum para exercitar suas práticas e trocar seus conhecimentos.

Além co-elaborador e co-coordenador do projeto, coordenei as ações de requalificação e implantação da horta agroecológica, em atividades desenvolvidas nos fins-de-semana entre  a primeira quinzena de agosto e 19/12/2015. Elaborei também o material gráfico do projeto.

Fotos: 1) Cartaz de divulgação do projeto junto à comunidade da Vila Meliani. 2) Cartaz de chamada ao plantio na Horta Comunitária Jardim Meliani. 3) Goto e alguns dos jardineiros no mutirão de plantio de 19-12-2015. 4) Goto e o agricultor local Antônio plantando na horta em 19-12-2015. 5) Horta Comunitária Jardim Meliani em dezembro de 2017.

Página do projeto Jardinajem Territorialidade: CEU Campo Largo, aqui

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Horta do Jardim Bela Vista

A horta instalada no Jardim Bela Vista, bairro Tatuquara, em Curitiba, foi conseqüência de ação ativista do projeto Jardinagem: territorialidade, temporalidade, ato político, coordenado por Faetusa Tezelli em Curitiba e do qual participei como artista, como “cartógrafo do território” fornecendo informações territoriais sobre a geografia de Curitiba a outros artistas participantes e também como elaborador de um dos textos críticos do projeto.

A horta principiou numa das oficinas de jardinagem do projeto, coordenada por Mago Jardineiro, e desdobrou-se numa ação coletiva autônoma de implantação de uma horta comunitária. Participei de todos os mutirões de implantação da horta e do banco de sementes crioulas entre fevereiro e abril de 2015. A participação nesses mutirões foi meu primeiro envolvimento prático com o movimento de hortas urbanas em Curitiba.

Fotos: 1) Juntada de mudas e mutirão de plantio da Horta Bela Vista, março de 2015. 2) Almoço no berço de sementes crioulas, maio de 2015. 3) Plantio no berço de Sementes Crioulas, maio de 2015. 4) Horta Bela Vista em meado de 2015.

Link sobre as ações de implantação da horta, projeto Jardinagem: territorialidade, temporalidade, ato político: aqui

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Ações artísticas socioambientais

Para além dessas participações individuais junto ao movimento de hortas urbanas e ações cidadanistas em defesa do espaço público em Curitiba, no âmbito do trabalho artístico que desenvolvo várias propostas associam-se também ao envolvimento com questões socioambientais. Entre essas, as propostas Rios marginais, Guaíba de Todos os Santos, Jardim imaginário, Cidade vazia, Descartógrafos, Projeto Superagui.

Também a maioria das oficinas de arte que orientei estiveram voltadas a questões da arte e percepção territorial (ver aqui e aqui)

Num sentido simbólico e de crítica cultural, também o trabalho Ocupação abrange indiretamente reflexões sobre questões socioambientais, pois com o uso do símbolo do MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra como inspiração poética e base de recodificação sígnica, valores associados aos métodos agrícolas praticados pelo movimento – como a agricultura familiar e a agroecologia – também podem ser compreendidos como lastro de significado em confronto com valores e práticas sociais economicamente predominantes, como o latifúndio e o agronegócio.

Written by Newton Goto

julho 31, 2020 às 11:49 am

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