11 – Ocupação

Ocupação. Projeto Macunaíma. Funarte, Rio de Janeiro, 1999. Intervenção: Cheio. (fotos: Nelson Lopes)
Proposta de ocupação de galerias do circuito artístico e de suas respectivas mídias de divulgação a partir da construção de interferências bidimensionais no espaço expositivo e da inserção gráfica em fôlderes e convites, tendo como base o uso e reordenamento de impressos com o símbolo do MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Projeto focado na metáfora e analogia entre a ocupação espacial da galeria e a ocupação produtiva de áreas agrícolas, desejando tencionar a relação entre arte X sociedade, obra X público, público X privado, pensamento X mercado. Tensão de fato ocorrida, gerando atritos políticos e desdobrando outros processos: o paradoxo do uso de material gráfico patrocinado pelo Estado como veículo de difusão do símbolo do MST – notoriamente um movimento contrário ao poder sócio-econômico predominante; a censura da exposição numa galeria particular em Curitiba e subseqüente migração da proposta para um acampamento de sem-terras, acompanhada de uma vivência junto a essa coletividade. História, política e circuito tornam-se assim elementos fundamentais para a contextualização da proposta. Cada uma das intervenções espaciais a compor o conjunto do projeto Ocupação possui um nome próprio: Cheio, Registro de tomada de posse, Área, Ciclo, Um canto para uso, Pequena área produtiva (num espaço vazio entre as luninárias do teto), Outras mídias.
O trabalho desdobrou-se em três momentos:
Intervenção junto ao acampamento do MST em frente ao Palácio Iguaçu, Curitiba – PR, 1999.
Projeto Macunaíma, FUNARTE, Rio de Janeiro – RJ, 1999.
Sala Arte & Design, UFPR, Curitiba – PR, 2000.

Ocupação (rumo à esquerda): Registro de tomada de posse, Área e Ciclo.

Ocupacao: Um canto para uso

Ocupacao: Ciclo

Ocupacao: Pequena área produtiva

Ocupacao: Convite (Curitiba, 1999)

Ocupação no acampamento do MST, Curitiba, 1999. (Foto: Marcelo Elias / Gazeta do Povo)